
Eleições na maior economia européia
A Alemanha é um país de importância econômica indiscutível. Sendo a maior economia da Europa e a quarta maior do mundo, ela influencia de maneira sensível a conjuntura econômica mundial.
No final de setembro de 2009, ocorreram as eleições federais alemãs, e na disputa estiveram cinco principais partidos: CDU, Linke, Verde, SPD, e FDP.
O partido CDU tem como principal líder a chanceler Angela Merkel. É um partido considerado conservador e o que mais arrecadou votos. Esse partido é, por exemplo, contra a entrada da Turquia na União Européia.
Outro partido também importante na Alemanha é o “Die Linke”. É um partido de esquerda, democrata e de cunho socialista. Entre os assuntos defendidos por esse partido estão a saída do exército alemão do Afeganistão e a proibição da produção de alimentos geneticamente modificados dentro do país.
O partido verde alemão, “Die Grünen”, condena pesquisas científicas com animais, o uso de energia atômica e a consolidação de um limite de velocidade nas rodovias federais alemãs. Entre as principais lideranças está Claudia Roth.
O SPD, partido socialdemocrata alemão, prega a socialdemocracia e é um partido de centro-esquerda. O SPD defende maiores intervenções estatais na economia, dentre as quais: uma cota para mulheres nos cargos de chefia e a implementação de um salário mínimo para os trabalhadores. Diferentemente do CDU, esse partido defende a entrada da Turquia na União Européia. Durante o governo de Angela Merkel, nesses últimos quatro anos, a coalizão de governo era constituída por CDU e SPD, o que quebrou temporariamente a já clássica coalizão entre o CDU e o FDP. O SPD, liderado pelo ex-ministro das Relações Exteriores e atual líder da oposição, FrankWalter Steinmeier, sofreu a mais pesada derrota desde a Segunda Guerra Mundial, ao arrecadar apenas 23,5% dos sufrágios.
O FDP é o Partido Democrata Liberal. Diferentemente do Linke e do SPD, defende maior liberdade econômica. O FDP é um partido, como indica o próprio nome, liberal, e essa liberdade se aplica a suas ideias, tanto economicamente quanto no campo das relações entre os cidadãos. São a favor dos direitos dos homossexuais: acham que, por exemplo, casais gays devem ter o direito de adotar uma criança e que o casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ter o mesmo status e a mesma validade legal do casamento heterossexual. Além disso, esse partido é contra a proteção jurídica da demissão, pois acham que essa proteção é excessiva e engessa as empresas, comprometendo, pois, o dinamismo da economia.
A Alemanha depois da crise já atinge cerca de 8% de desemprego, e isso é, naturalmente, sentido pela população. Com essas eleições, fica possível entender o que o povo da quarta maior economia do mundo tem a dizer.
Não apenas na Alemanha, mas também em Portugal, a esquerda sofreu grande derrota nas últimas eleições. Entre os motivos para essa derrota estão as coalizões feitas pelos partidos de esquerda com os partidos de direita e a maior segurança econômica num momento de crise oferecida pelos partidos mais de direita.
Apesar disso, convém dizer que até os líderes de direita adotaram posições mais socialdemocratas. Até mesmo Nicolas Sarkozy ou Angela Merkel defendem a cobertura médica, o salário mínimo ou a proteção social.
Mesmo com essas posições da chanceler alemã, a coalizão que governará a Alemanha nesses próximos anos será a CDU-FDP, coalizão considerada clássica.
Pacelli Luckwü
Membro do PET – Economia
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